17 de novembro de 2017

Ditador assassino de massas se torna amigo dos EUA


Ditador assassino de massas se torna amigo dos EUA

William Murray
O presidente Omar al-Bashir do Sudão foi indiciado pelo Tribunal Criminal Internacional (TCI) como criminoso de guerra, e existe um mandado internacional de prisão para ele. O planejamento dos atentados a bomba em 1998 das embaixadas americanas no Quênia e Tanzânia foi feito no Sudão sob a vigilância desse assassino de massas, que há muito tempo comete genocídio.
Esse mesmo Omar al-Bashir é agora ao que tudo indica um bom sujeito aos olhos do presidente Donald Trump e seus novos amigos, os neocons. Eles recentemente removeram as sanções que haviam sido impostas no Sudão, ainda que o assassinato de cristãos continue nas Montanhas Nuba sob o regime de al-Bashir.
O mandado de prisão do TCI por crimes de assassinato em massa em Darfur e a condição do Sudão como “país que patrocina o terrorismo” foram reconhecidos e apoiados pelos Estados Unidos até maio de 2017 sob o governo Trump.
Entretanto, o que é curioso é que enquanto al-Bashir, que continua a não se arrepender de nada, está sendo recompensado pelos EUA com a cessação das sanções, há um coro uivante de ameaças contra o presidente iraniano Hassan Rouhani, muito respeitado líder iraniano moderado que está desesperadamente tentando liberalizar o Irã e integrá-lo, por meio do comércio e outros meios, com o restante das nações do mundo.
O desejo do presidente Trump é isolar o Irã diplomaticamente e economicamente assim destruindo as esperanças do presidente Rouhani. Os mulás linhas-duras do Irã que têm feito resistência a toda medida para avançar a liberalização estão quietos — pois eles estão esperando que Trump tenha êxito! O fracasso de Rouhani significará mais poder para os linhas-duras e menos para o povo.
Historicamente, as sanções, embargos e isolamento das nações, usados pelos EUA como meio de “deter a agressão delas,” têm em todos os casos realmente aumentado o poder dos déspotas que foram os alvos! Como um exemplo, Cuba tem sido o alvo de embargos e sanções dos EUA por mais de seis décadas. Longe de remover os irmãos Castro do poder, as sanções e isolamento lhes deram condições de controlar melhor a população de Cuba por causa da falta de contato e influência externa.
A história do fracasso dessas táticas é longa. Começando em 1939, o presidente Roosevelt agiu para deter a agressão japonesa mirando o comércio japonês, enquanto ao mesmo tempo dava assistência financeira e equipamento militar para a China. Essas sanções e embargos foram aumentados em 1940 e 1941, e assessores militares (Tigres Voadores) foram enviados para a China. Todo comércio com o Japão foi cessado e cargas de petróleo foram cortadas em 1941. A agressão militar do Japão contra seus vizinhos aparentemente não foi contida por essas medidas, pois Pearl Harbor sofreu um bombardeio em 7 de dezembro de 1941.
O cenário de sanções foi repetido com o Vietnã do Norte e continua com a Coreia do Norte hoje. Os lançamentos de mísseis e testes de bombas nucleares do regime de Kim indicam que as sanções e embargos dos EUA estão funcionando muito bem com a Coreia do Norte.
Enquanto isso, as sanções americanas contra a Rússia estão prejudicando a economia europeia e realmente forçaram algumas empresas europeias a demitir grande número de funcionários. Ao mesmo tempo, a Rússia e a China construíram oleodutos e gasodutos entre seus dois países de modo que a China possa comprar vastas quantidades de petróleo da Rússia, assim beneficiando a economia russa. O comércio da Rússia com outras nações que não honram a política de sanções dos EUA também aumentou. Outro “sucesso” das sanções dos EUA: a Rússia agora exporta mais trigo do que os Estados Unidos.
Esse longo histórico de “sucesso” das sanções americanas tem levado o presidente Trump a aceitar o conselho dos neocons, e das agências de espionagem da Arábia Saudita e de Israel, e promover mais sanções e embargos para “mudar a conduta” do Irã.
Se essas sanções vão funcionar bem contra o Irã e contra os mulás, por que é que essa política de contenção não é mais necessária para lidar com um assassino de massas como al-Bashir do Sudão?
(Em total transparência, já tive almoço no lar de al-Bashir no Sudão a convite de um ex-parlamentar que mais tarde foi indiciado por violar as sanções impostas no Sudão. O propósito da minha visita foi uma missão de apuração de fatos para determinar a condição das minorias religiosas no Sudão.)
Uma das experiências mais estranhas da minha vida foi apertar a mão do presidente al-Bashir e sentir que o que ele mais gostaria de fazer era me matar em alguma data posterior. Em sua presença dava para sentir o poder e a confiança de um assassino, enquanto ele fazia piadas e ria com a equipe de apuração de fatos que estava comigo, tranquilamente nos assegurando que a liberdade religiosa não existente de sua nação realmente existia.
Ao que tudo indica, o presidente Trump viu alguma coisa boa nesse ditador assassino de massas que eu não consegui ver, pois ele está agora na lista de mocinhos dos EUA — apesar do fato de que ele faz Kim Jong-um da Coreia do Norte parecer um verdadeiro compassivo em comparação. Ou talvez isso foi um passo compreensível para o governo de Trump, já que os Estados Unidos são aliados da Arábia Saudita, e o Sudão está dando apoio militar dos sauditas em sua guerra sangrenta contra o povo do Iêmen. Os embargos e bloqueios da Arábia Saudita contra o Iêmen têm causado dezenas de milhares de mortes por doença e fome desde 2015. A Arábia Saudita tem usado bombas americanas para aniquilar hospitais e escolas — e tem até disparado mísseis americanos em multidões reunidas em casamentos e funerais. Tudo isso sem uma única palavra de condenação do presidente Obama e do presidente Trump.
Desde o encontro do presidente americano Dwight D. Eisenhower com o rei Saud em 1957 e a Doutrina Eisenhower, os EUA assumiram o compromisso de serem conduzidos numa correia de cachorro pelos corruptos reis sauditas em troca de dólares americanos sendo a moeda de referência no comércio do petróleo. Se os reis sauditas abandonarem o petrodólar, o valor de um dólar seria o que custa para a Reserva Federal (o banco central dos EUA) imprimi-lo. Os Estados Unidos seriam forçados a pagar integralmente a dívida que devem aos chineses com moeda real (ouro), causando inflação enorme.
Tudo o que as nações que querem sair da “lista de bandidos” dos EUA precisam fazer é se tornar amigas dos governantes corruptos e assassinos da Arábia Saudita.
A correia de cachorro que une os Estados Unidos à Arábia Saudita precisa ser quebrada. Os EUA, que são ricos em energia e uma superpotência militar, não precisam da mancha vergonhosa da família real saudita corrupta e assassina em sua estrutura nacional.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Mass-murdering dictator becomes America’s buddy
Leitura recomendada sobre os neocons:
Leitura recomendada sobre a Arábia Saudita:
Artigos de William Murray:

15 de novembro de 2017

Polícia prende cavalo por coice em carro no Brasil


Polícia prende cavalo por coice em carro no Brasil

Julio Severo
A polícia brasileira colocou atrás das grades um cavalo por dar um coice num carro.
Para a surpresa de seu dono, o cavalo Faceiro foi colocado atrás das grades por aproximadamente 24 horas depois de ser acusado de danos criminais na cidade de Nossa Senhora Aparecida, nordeste do Brasil.
O cavalo foi detido desde a noite de domingo até a tarde de segunda-feira para compensar a irada dona do carro que exigiu que o cavalo fosse preso até que ela recebesse pagamento pelos danos.
Um vídeo do desanimado cavalo encarcerado numa prisão da polícia militar gerou divertimento e indignação na mídia social. Pior: O Brasil está sendo zombando na mídia internacional.
Há uma necessidade urgente de a polícia encarcerar multidões de criminosos reais no Brasil, principalmente políticos corruptos. Mas essa necessidade nunca, em séculos da existência do Brasil, é cumprida. O Brasil está cheio de políticos corruptos desde sua descoberta em 1500.
O Brasil é a maior nação católica do mundo onde a impunidade é a verdadeira lei da terra. Impunidade se o criminoso é rico ou proeminente. Mas há lei para os outros, inclusive um cavalo inocente.
“Nossa Senhora Aparecida,” a cidade em que o cavalo foi encarcerado, recebeu seu nome em homenagem a uma estátua negra que os católicos brasileiros interpretam como Maria, a mãe de Jesus. A estátua negra é oficialmente a padroeira do Brasil e católicos brasileiros, que adoram o sincretismo, rezam para a Aparecida, que tem um santuário enorme no Brasil.
Se os brasileiros podem cometer a tolice de rezar para uma estátua negra, por que é que eles não podem cometer a tolice de encarcerar um cavalo inocente?
Como Jack Palance costumava dizer em seu programa de TV: “Acredite se quiser!”
Com informações do DailyMail.
Leitura recomendada:

14 de novembro de 2017

Cidade liberta do ISIS ou ISIS liberto da cidade?


Cidade liberta do ISIS ou ISIS liberto da cidade?

Julio Severo
O presidente Donald Trump aclamou a derrota do ISIS em outubro passado na cidade síria de Raqqa — a última grande fortaleza urbana do Estado Islâmico (ISIS).
Foto mostra homens do ISIS fortemente armados com máscaras e roupas de combate apertados na parte de trás de veículos que formaram o comboio imenso
Segundo as notícias, forças apoiadas pelos EUA libertaram completamente Raqqa, que era a capital autoproclamada do ISIS na Síria.
Trump disse: “As fortalezas do ISIS em Mosul e Raqqa” foram libertas “como resultado” de ordens que ele deu aos comandantes americanos durante seus primeiros dias no cargo. “Fizemos, junto com nossos parceiros de coalizão, mais progresso contra esses terroristas malignos nos vários meses passados do que nos vários anos passados.”
Essas “forças apoiadas pelos EUA” e “parceiros de coalizão dos EUA” incluíram a Arábia Saudita e os rebeldes sírios, sustentados no passado por Obama e agora sustentados por Trump.
Resultado? Ainda que muitas reportagens tivessem indicado uma vitória total com uma extinção esperada do ISIS em sua capital na Síria, a realidade foi diferente. Não houve nenhuma extinção.
De acordo com o DailyMail, 4.000 militantes do ISIS e suas famílias teriam recebido permissão para deixar Raqqa num comboio longo de seis quilômetros, acrescentando: “Testemunhas disseram que o comboio incluía números ‘imensos’ de terroristas estrangeiros — inclusive alguns que falavam inglês — que segundo disseram desde então se espalharam na Síria e foram para a Turquia, potencialmente a caminho da Europa.”
ISIS em 2014
O comboio do ISIS estava carregando toneladas de armas e munição. Os terroristas do ISIS tiveram permissão de partir carregando fuzis AK47s em cima de algumas de suas caminhonetes e trailers.
As “forças apoiadas pelos EUA” e “parceiros de coalizão dos EUA” monitoraram o comboio do ar, jogando fogos de sinalização para ajudar os motoristas do ISIS nos 163 veículos, inclusive caminhões e ônibus, a se direcionar nas estradas.
Meu coração chora porque quando os cristãos na Síria e Iraque estavam sendo dizimados pelo ISIS, não havia “forças apoiadas pelos EUA” e “parceiros de coalizão dos EUA” monitorando e protegendo comboios cristãos para escapar do ISIS. Aliás, enquanto o ISIS tem modernos carros americanos, os cristãos perseguidos pelo ISIS não tinham nenhum carro moderno para escapar.
Eles não tinham toneladas de armas e munição para se defender do ISIS.
Os cristãos não escaparam, pois ninguém os ajudou. O ISIS escapou.
EUA e seus aliados muçulmanos “contra” o ISIS
Ainda que o governo de Trump quisesse exterminar os terroristas do ISIS, a Arábia Saudita permitiu que eles deixassem e mudassem para outras partes da Síria.
Como é que esse resultado triste poderia ser diferente? Os rebeldes sírios têm em grande parte ajudado o ISIS e lutado contra o governo sírio, a única resistência local real ao ISIS.
Como o ISIS, os rebeldes sírios, apoiados pela Arábia Saudita e os EUA desde Obama, também perseguem e massacram cristãos.
A Arábia Saudita não tinha nenhuma permissão de invadir a Síria, mas mesmo assim o fez.
Os Estados Unidos sob Obama tinham e sob Trump têm permissão de invadir a Síria? Não, mas mesmo assim invadiram. Se Trump quisesse combater o ISIS na Síria, ele não poderia ter uma parceria com a Arábia Saudita, aliada do ISIS. E ele precisava de permissão do governo sírio e parar de financiar e armar os rebeldes sírios que desde Obama lutam para derrubar o governo sírio.
A Rússia está na Síria por permissão direta do governo sírio. É de duvidar que a Rússia permitiria que os terroristas do ISIS escapassem de Raqqa. Mas os EUA e seus parceiros de coalizão fizeram exatamente isso.
Os cristãos no Ocidente jamais podem esquecer que o ISIS é uma máquina de genocídio contra cristãos na Síria e Iraque.
Por que os EUA e seus parceiros de coalizão permitiram que essa máquina de genocídio escapasse?
É hora de os EUA se sentarem à mesa e convidarem a Síria para ser parceira, pois só a Síria vem lutando decisivamente contra o ISIS.
É hora de os EUA pedirem desculpas por apoiarem os rebeldes sírios desde Obama e por invadirem a Síria sem a permissão de seu governo.
É hora de os EUA pedirem desculpas à Síria porque Obama criou o ISIS, que devastou a população cristã síria.
Se os EUA podem ter a Arábia Saudita, o principal patrocinador do terrorismo islâmico mundial e inimiga dos cristãos, como parceira, por que é que os EUA não podem ter como parceira a Síria, cuja população cristã foi a vítima principal do ISIS apoiado pelos sauditas?
Obama criou confusão genocida contra os cristãos na Síria. A confusão continua.
Raqqa não foi liberta do ISIS. O ISIS foi liberto de Raqqa.
Com informações do DailyMail e the DailyBeast.
Leitura recomendada:

13 de novembro de 2017

Instituição evangélica doa 11 mil reais para reconstrução de terreiro de candomblé


Instituição evangélica doa 11 mil reais para reconstrução de terreiro de candomblé

Julio Severo
Num ato de apostasia, o Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (CONIC-Rio), sob a presidência da pastora luterana Lusmarina Campos Garcia, doou R$11.000,00 (onze mil reais) para o barracão de candomblé da mãe de santo Conceição d’Lissá, incendiado há três anos.
O contato foi viabilizado pela Comissão de Combate à intolerância Religiosa (CCIR), presidida pelo Babalawô (pai-de-santo) Ivanir dos Santos. Em anos passados, o principal aliado evangélico de Santos era o Rev. Marcos Amaral, que presidia o Presbitério de Jacarepaguá e o Sínodo da Guanabara da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB).
De tanto andar com um bruxo, Amaral se comportou como bruxo quando Marco Feliciano foi eleito para presidir a Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados em 2013. Na época, Amaral disse que desejava que Feliciano tivesse um derrame.
Numa sociedade afetada pelo socialismo, onde o bandido vira “vítima” e a verdadeira vítima vira “bandido,” é perfeitamente natural que líderes do candomblé sejam vistos como “vítimas.”
Na estratégia de pintar as religiões afro-brasileiras como vítimas, foi lançado o game “A Gata sob o Ojá,” onde o jogador controla uma gata adepta do candomblé, que tem de enfrentar todo tipo de preconceito dentro de um vagão de metrô. Ao jogador, cabe escolher a resposta adequada para cada ataque de preconceito.
O jogo foi adaptado de um jogo sobre “islamofobia,” onde o islamismo é tratado como “vítima” de preconceito.
O jogo original se chama The Cat in the Hijab, criado pelo designer norte americano Andrew Wang, e trata de conscientizar os jogadores contra a “islamofobia.”
O jogo foi lançado perto do Dia da Consciência Negra, para ajudar a combater o chamado “preconceito” contra as religiões afro-brasileiras.
A adaptação de um jogo sobre islamismo para um jogo sobre candomblé não é por acaso. No mundo real, o islamismo é gerador de grande violência e terrorismo. Só no mundo da fantasia de indivíduos adoecidos por ideologias é que o islamismo é pacífico, não faz mal e é vítima de preconceito e ódio de todos.
De forma semelhante, as religiões afro-brasileiras, que são bruxaria, geram um número grande de desgraças na vida das pessoas: extrema opressão espiritual, pedofilia, adultérios, assassinatos, prostituições, destruição de casamentos, famílias, desempregos, etc. Só no mundo da fantasia de indivíduos adoecidos por ideologias é que as religiões afro-brasileiras são pacíficas, não fazem mal e são vítimas de preconceito e ódio de todos.
Na verdade, os adeptos das duas religiões são oprimidos por demônios.
Nos Evangelhos, Jesus ajuda os oprimidos expulsando seus demônios.
Uma instituição evangélica que doa 11 mil reais para um terreiro de candomblé ou mesquita islâmica, em vez de pregar o Evangelho para seus oprimidos e expulsar seus demônios, contribui para sua própria apostasia e a disseminação de violência e opressão demoníaca.
Com informações do CenBrasil e G1.
Leitura recomendada:

11 de novembro de 2017

O Partido da Guerra avança implacavelmente


O Partido da Guerra avança implacavelmente

Pr. Chuck Baldwin
Quando o povo americano entenderá o fato de que os Estados Unidos não têm dois partidos políticos em Washington, D.C.? Existe um ÚNICO partido em Washington: o Partido da Guerra.
Não importa qual partido controle a Casa Branca ou o Congresso, o Partido da Guerra manda em tudo. Neocons belicistas no Partido Republicano e neoliberais belicistas no Partido Democrático controlam o governo federal dos EUA.
Oh, eles podem até fazer estardalhaço e se digladiar entre si por causa de questões nacionais e sociais (aborto, homossexualidade, assistência social, imigração, direitos civis, etc.), mas eles estão juntos, como irmãos, na questão que mais importa para eles: O Estado Belicista. Sim, essas questões nacionais são muito importantes — mas não para o Partido da Guerra.
Membros do Partido da Guerra podem ser pró-vida ou pró-aborto; desarmamentistas ou a favor do porte de armas; pró-“casamento” homossexual ou pró-casamento tradicional; pró-imigração ilegal ou pró-imigração legal; pró-expansão da assistência social ou contra essa expansão; mas todos no Partido da Guerra são unidos no apoio a guerras perpétuas.
Com pouquíssimas exceções, conduzir guerras no mundo é um direito sagrado para o Partido Republicano e para o Partido Democrata. Nada, absolutamente nada, une e inspira mais os neocons e os neoliberais do que guerras perpétuas. E nada enche mais os cofres dos neocons e dos neoliberais de dinheiro do que guerras perpétuas.
Na semana passada nesta coluna recordei às pessoas:
Os presidentes Bush, Obama e agora Trump lançaram quase 200.000 bombas e mísseis no Iraque, Afeganistão, Síria, Líbia, Paquistão, Iêmen e Somália. O índice de bombardeios de Trump ofusca tanto Bush quanto Obama; e Trump está no ritmo de lançar mais de 100.000 bombas e mísseis em países do Oriente Médio durante seu primeiro mandato de governo — o que equivaleria ao número de bombas e mísseis lançados por Obama durante sua presidência inteira de oito anos.
Agora, pare e pense. Os EUA lançaram 200.000 bombas (esse número é provavelmente maior do que isso a esta altura) em sete países do Oriente Médio — cada um comparável em tamanho aos estados do Alasca, Texas, Califórnia e Washington. Tente imaginar sete estados dos EUA sofrendo o bombardeio de 200.000 bombas. Pense na morte e destruição que nós, americanos, estamos apoiando com nossos impostos. Quantas pessoas inocentes são mortas com cada bomba e míssil? Estimativas moderadas calculam que centenas de milhares de pessoas inocentes já foram mortas (e quantas mais feridas e aleijadas?) na fajuta “guerra contra o terrorismo” feita pelos EUA.
Além disso, o ISIS está praticamente acabado. Mas não foram as bombas, mísseis ou tropas dos EUA que destruíram o ISIS. A verdade é que os EUA, a Inglaterra, Israel e a Arábia Saudita criaram o ISIS e lhes deram cobertura e apoio enquanto puderam. A mesma realidade é verdade com relação à al-Qaeda e ao talibã. Não, os EUA não destruíram o ISIS; quem destruiu o ISIS foi a Rússia. Essas organizações terroristas são apenas instrumentos e invenções do Partido da Guerra no governo americano, para dar ao povo americano um bicho-papão contra o qual lutar, de modo que o Partido da Guerra continue alimentando o complexo militar e o Estado Policial e Monitorador. Sem esquecer, é claro, a conexão dos petrodólares dos muçulmanos sauditas.
A aliança entre EUA, Israel e Arábia Saudita queria, [desde o governo de Obama com Hillary Clinton], destruir o governo de Assad na Síria e submeter a Síria à Nova Ordem Mundial. Mas, para tristeza deles, Vladimir Putin estragou esse plano enviando as forças armadas russas para destruir os terroristas do ISIS apoiados pelos EUA, Israel e Arábia Saudita, e salvar a Síria.
O Partido da Guerra que controlava G.H.W. Bush, Bill Clinton, G.W. Bush e Barack Obama — e que agora controla Donald Trump — decidiu usar o Afeganistão para manter o bicho-papão vivo no Oriente Médio. Trump acabou de enviar mais 4 mil soldados a esse país sitiado. O número total de tropas americanas agora no Afeganistão é 15.000. E, claro, Trump continua a demonizar o Irã, pois o Partido da Guerra e seus aliados precisam se certificar de que sempre haja um bicho-papão no Oriente Médio para nos preocupar.
Com o ISIS quase extinto, o Partido da Guerra precisa produzir mais bichos-papões contra os quais lutar.
O problema é: quase ninguém chega a se importar de notar isso. O povo americano da esquerda e direita está tão enfeitiçado com todas as distrações que o Partido da Guerra cria para eles que ninguém está olhando a verdadeira estratégia final: guerras perpétuas e até guerra nuclear.
Traduzido, editado e adaptado por Julio Severo do original em inglês do site de Chuck Baldwin: The War Party Marches On
Leitura recomendada:
Outros artigos de Chuck Baldwin:

10 de novembro de 2017

Igreja protestante fundada por George Washington o rejeita e adota o feminismo e a teologia da libertação


Igreja protestante fundada por George Washington o rejeita e adota o feminismo e a teologia da libertação

Julio Severo
Havia um tempo, não muito distante, em que qualquer igreja protestante americana teria orgulho de afirmar que George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos e fundador da nação americana, foi um de seus fundadores e primeiros membros.
George Washington orando
Esse tempo já era.
Na Igreja de Cristo da cidade de Alexandria, Virginia, EUA, onde o lema é “Todos são bem-vindos, sem exceção,” seus líderes decidiram que seu membro mais famoso, George Washington, não é mais bem-vindo.
A Igreja de Cristo anunciou em outubro passado que removerá uma placa de pedra que diz “Em memória de George Washington” atualmente exibida do lado esquerdo do altar.
Washington foi um dos membros fundadores da Igreja de Cristo, que está ligada à Igreja Episcopal dos EUA. Ele comprou o banco número 5 quando a igreja abriu em 1773 e a frequentou por mais de 20 anos. A Igreja de Cristo era tão importante para Washington que sua família doou uma das Bíblias dele para a igreja depois da morte dele.
Igreja de Cristo fundada por George Washington
A Igreja de Cristo disse que a placa de pedra do lado do altar se tornou polêmica porque Washington possuía escravos.
Mas o feminismo não é polêmico para eles. A Igreja Episcopal dos EUA adotou a teologia da “Mãe Terra,” um feminismo supostamente “cristão.”
A Igreja de Cristo, fundada por Washington, é hoje tão feminista que não tem um único pastor do sexo masculino registrado em seu site. Todos os quatro pastores dessa igreja são do sexo feminino. Uma delas, a Reverenda Ann Gillespie, é uma ex-atriz de Hollywood que recentemente incluiu em sua pregação uma nova versão do Credo dos Apóstolos.
O novo credo diz: “Creio em Deus, nossa Mãe Ursa, fonte de toda a existência,” e se refere à Maria mãe de Jesus como “Maria, a agressiva teóloga feminista da teologia da libertação.”
Esse “credo” foi inventado por uma lésbica chamada Sarah Moon, que é membro da Igreja Metodista Unida de Toledo, Ohio.
Moon declarou num post de blog de setembro de 2014 que ela não conseguia mais aguentar a recitação do Credo dos Apóstolos, o que a levou a reescrevê-lo e inventar seu próprio “Credo Feminista dos Apóstolos.”
O site da Igreja Episcopal dos EUA indica que a teologia da libertação, a justiça social, a adoração da Terra e a inclusividade são prioridades acima das missões cristãs tradicionais de tentar viver uma vida santa e testemunhar do Evangelho.
Então a Igreja de Cristo, fundada por Washington, é hoje inclusiva para a teologia da libertação, o feminismo e a agenda gay, mas não consegue tolerar Washington por causa da escravidão.
A escravidão era uma realidade universal na época de Washington, e até negros na África, séculos antes de seus primeiros contatos com os brancos, escravizavam outros negros. Até mesmo negros nos EUA escravizavam negros. A escravidão não foi iniciada por Washington e outros cristãos, e não foi terminada por negros ou adeptos da teologia da libertação. Foi terminada por William Wilberforce e outros brancos protestantes.
Se as pastoras feministas da Igreja de Cristo conseguem ver escravidão em Washington, por que elas não conseguem ver a escravidão moderna?
As pastoras feministas anti-Washington na Igreja de Cristo andam nuas? Quase nenhum americano hoje usa roupas não feitas por mão de obra escrava.
“‘Todo mundo adora uma barganha, mas o custo verdadeiro daquela aquisição de roupa mais recente no seu guarda-roupa é um salário de miséria para a legião de trabalhadores industriais de Bangladesh,’ escreve Simon Parry” em sua reportagem “O verdadeiro custo das roupas baratas: salários de escravo para os trabalhadores industriais de Bangladesh.” Roupas americanas baratas hoje são feitas por trabalhadores escravos de Bangladesh e outras nações pobres.
Contudo, você não vê feministas e ativistas negros nos EUA se queixando da situação horrenda desses pobres escravos modernos. Você não os vê andando nus em boicote. Culpar Washington é mais fácil.
As pastoras feministas anti-Washington na Igreja de Cristo não usam iPhone? Quase nenhum americano hoje fica sem iPhone — cuja fabricação envolve escravidão do começo ao fim.
Um componente essencial do iPhone, Samsung e outros smartphones e notebooks é o coltan, que é extraído das minas do Congo por mão de obra escrava de crianças até de 13 anos. O Congo na África tem 80 por cento do coltan do mundo, o qual é enviado para as fábricas da China — a maior parte as fábricas da Foxconn em Shenzhen. Essas fábricas, que produzem componentes para o iPhone, são campos de trabalho em que estudantes adolescentes são forçados a trabalhar mais que o dobro ou triplo do limite de hora extra (36 horas por mês sob as leis trabalhistas da China). Regularmente, trabalhadores tentam o suicídio. Ainda que haja redes anti-suicídio para impedir os trabalhadores de pularem de cima dos prédios, alguns têm êxito.
Você pode ver feministas e ativistas negros vestidos com seus iPhones na mão se queixando da “escravidão de Washington,” mas nenhuma indignação de que eles mesmos estão ativamente sustentando a escravidão moderna.
Os escravos modernos não têm nenhum tempo para estudar.
A história americana indica que muitos donos brancos permitiam que seus escravos estudassem. Mas as feministas e negros na igreja protestante fundada por Washington não se importam se ele foi bondoso ou não com seus escravos. Eles querem continuar usando seus iPhones e roupas feitos por escravos modernos, independente se a mão de obra escrava é cruel ou não.
Agora George Washington é expurgado de sua própria igreja por feministas e adeptos da teologia da libertação, numa onda de ativistas negros para remover monumentos de personalidades brancas, inclusive Cristovão Colombo.
Para feministas, adeptos da teologia da libertação e ativistas negros, Washington era racista só por ser branco.
O que virá em seguida? Eles recriarão a bandeira e a Constituição dos EUA porque foram feitas por brancos anglo-saxões e produzirão uma bandeira e Constituição com a participação conjunta de negros, índios, chineses, etc.
Eles recriarão a bandeira e a Constituição dos EUA porque foram feitas por homens e produzirão uma bandeira e Constituição com a participação conjunta de homossexuais, etc.?
Eles recriarão a bandeira e a Constituição dos EUA porque foram feitas por homens em grande parte protestantes e produzirão uma bandeira e Constituição com a participação conjunta de muçulmanos, hindus, feiticeiros, etc.?
Quando a igreja protestante fundada por George Washington o rejeita, mas adota o feminismo e a teologia da libertação, é um sinal escuro do satanismo invadindo a fundação protestante dos EUA.
É hora de defender Washington e o princípio protestante da Bíblia guiando indivíduos, famílias e nações para derrotar o feminismo, a teologia da libertação e a agenda gay. Washington disse: “É impossível governar corretamente uma nação sem Deus e a Bíblia.”
Nesse espírito, tenho certeza de que enquanto bruxas, ocultistas e satanistas estavam celebrando o Dia das Bruxas (Halloween) em 31 de outubro de 2017, Washington estaria celebrando a data histórica dos 500 anos da Reforma protestante.
Se até mesmo Donald Trump escolheu celebrar o Dia das Bruxas, em vez da Reforma protestante, o que esperar da Igreja de Cristo?
A igreja protestante fundada por Washington precisa mais do que nunca obedecer à Bíblia.
Os Estados Unidos fundados por Washington precisam mais do que nunca obedecer à Bíblia.
Se os EUA negarem e esquecerem sua fundação espiritual, Deus se esquecerá deles.
Com informações do WorldNetDaily, DailyMail e Huffington Post.
Leitura recomendada: